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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

7 SIMPLES REGRAS PARA UMA DIETA BEM SUCEDIDA

RODRIGO NESPOLI 

7 SIMPLES REGRAS PARA UMA DIETA BEM SUCEDIDA
Dieta nada mais é do que um programa alimentar onde você controla as quantidades, e os horários de ingestão dos nutrientes.
Ao contrário do que muitas pessoas acham, dieta não é sinônimo de comer para emagrecer.
Todas as regras estão sendo mencionadas para que você entenda a estrutura de uma dieta e depois, baseado nesse alicerce, você vá lapidando o plano de acordo com o seu objetivo.
Sabendo disso, vamos as 7 simples regras para uma dieta bem sucedida:

1° – Separe os alimentos em 2 grupos: “Devo usar” e “Não devo usar”

Torne um hábito classificar os alimentos de acordo com seu valor nutricional, qualidade e não de acordo com sua preferência.
A primeira coisa que você deve fazer ao montar uma dieta é determinar quais alimentos irão fazer parte do programa nutricional e quais alimentos não farão parte, deixe claro para você mesmo o que é permitido e o que não é. Se você está atrás de sabor, já começou errado.
Existem varias estratégias de dietas, algumas delas até permitem o uso de qualquer alimento, nesse artigo eu não vou defender esse tipo de dieta, não estou afirmando que não dará certo ou que só há um caminho para o sucesso. Vou passar a vocês o que, na minha visão, tem maior eficiência e melhores resultados com as pessoas.
Alimentos de boa qualidade x alimentos de má qualidade
Alimentos de boa qualidade reúnem um bom valor nutricional e não possuem nutrientes maléficos ou nutrientes que podem oferecer efeitos indesejados. Um exemplo seria a Batata doce, é considerada um alimento de ótima qualidade. É uma fonte valiosa de carboidrato, macronutrientes úteis para atletas, não apresenta nenhum nutriente que poderia ser maléfico ao corpo, não há gorduras de má qualidade, não há excesso de sódio e ainda possui ótimas vitaminas.
Uma alimento de má qualidade seria por exemplo, o Sorvete, parece óbvio né, mas você sabe me dizer por que o sorvete é de má qualidade?
Bom, o Sorvete possui uma péssima combinação, (açúcar + gordura). O grande problema dessa combinação é que nosso corpo não se “enjoa” com facilidade e você é induzido a comer muitas quantidades. Algo muito doce o enjoa rápido, muito gorduroso também, mas quando comemos algo que é gorduroso e doce, ai conseguimos devorar o alimento e o prato junto!
Comer quantidades elevadas não é necessariamente ruim, mas comer algo que não presta em grandes quantidades é horrível, tudo depende do seu objetivo.

2° – O horário da sua refeição é importante

Antes de definir um plano alimentar é preciso avaliar com cuidado como está sua rotina. O que você faz o dia todo? Quais as atividades que pratica? Qual o seu gasto energético nos diferentes momentos do seu dia?
Tudo isso irá determinar o horário de suas refeições, cada momento demanda uma nutrição deferente.
horario-refeiçãoPara a grande maioria das pessoas, o almoço é a refeição mais importante do dia, elas capricham muito mais em seus pratos nessa refeição, mas ai eu te pergunto:
O que você faz depois do almoço?
A resposta mais comum é, “eu volto a trabalhar, fico sentado na minha mesa no trabalho”.
Pense comigo, tem lógica ela fazer a refeição mais nutritiva do seu dia justamente num horário que antecede um período de repouso? Ficar sentado numa cadeira por horas!
Claro que não! A maioria faz isso por questão cultural, porque todo mundo faz. Não seria mais óbvio fazer a refeição mais nutritiva justamente num horário que antecede um período de atividade física ou de maior gasto energético?
Porque encher sua corrente sanguínea de nutrientes se você não vai precisar deles agora? Em nosso corpo o que é considerado excesso acaba virando estoque. Estoque em forma de gordura.

3° – Calorias não são todas iguais.

Muita gente acha que pra fazer dieta basta contar calorias e pronto, se quer aumentar massa muscular basta incluir calorias extras, não é bem assim…
O total de calorias consumidas no dia tem sim um grande impacto, porém, não podemos nos preocupar somente com isso.
Essa estratégia pode até funcionar, mas seus resultados serão medianos. Quando falamos de nutrição temos que considerar um ponto fundamental, a influência dos alimentos nos hormônios!
Ignorá-los é um grande erro, hormônios tem um poder enorme sobre seu corpo, eles determinam inúmeras características e processos metabólicos.
Podemos estimular para mais ou para menos a secreção de diferentes hormônios no organismo, tudo depende de quais nutrientes ingerimos e de qual estratégia nutricional fazemos.
A distribuição dos macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) é fundamental.

4° – Cuidado com os carboidratos

O alto consumo de carboidratos tem uma relação direta com acúmulo de gordura, a maioria das pessoas que cultivam uma “pança“ consomem mais carboidratos do que deveriam.
Este macronutriente é responsável por ativar a secreção de um hormônio poderoso chamado insulina. A insulina é altamente anabólica, isto é, favorece para a construção de tecidos, uma vez que leva nutrientes para dentro das células. Nesses processos nós podemos então construir tecidos, sejam eles musculares ou adiposos (gordura).
O papel deste hormônio é regular os níveis de açúcar no sangue. Sempre que estes se elevam, a insulina é secretada pelo pâncreas para normalizar a glicemia. Ou seja, a forma eficiente de ativar insulina é comendo carboidratos.
Quando uma pessoa vive comendo carboidratos ou então os come fora de hora, faz com que a secreção de insulina ocorra diversas vezes ao dia ou vai ocorrer em momentos inapropriados.
carboidratos
Dentro os inúmeros efeitos da insulina no corpo, lembrando que alguns deles são extremamente necessários para construir massa muscular, um deles é inibir a queima de gordura e ainda aumentar seu acúmulo.
Por isso não podemos ignorar essa realidade. Use carboidratos como uma raposa esperta senão vai acabar engordando.
Para deixar bem claro, pense da seguinte forma:
Carboidratos promovem o aumento de açúcar no sangue. Aumento de açúcar no sangue promove a secreção de insulina. A insulina impede a queima de gordura, estimulando seu corpo a usar o açúcar presente na corrente sanguínea como fonte de energia.
Isso é ruim?
Não necessariamente! Se você vai praticar atividade física ou algo que requer esforço físico, faz sentido utilizar este açúcar. É daí que você conseguirá mais energia! E este é um caminho inteligente que a insulina encontrou de reduzir os níveis de açúcar no sangue (sua função principal). Ela poupa a gordura deixando o açúcar livre para ser utilizado.
Mas o que acontece quando a pessoa eleva seus níveis de açúcar e não pratica nenhuma atividade física?
Coisa boa que não é! Nesse caso você terá toda essa energia disponível sem nenhuma finalidade, sem uma razão. Seu corpo então irá, através da insulina, promover a síntese de ácidos graxos (este é um jeito bonitinho de dizer que você vai fabricar banha).
De algum jeito a insulina precisa retirar o excesso de açúcar no sangue, se ele será queimado para a produção de energia ou será estocado em forma de gordura, vai depender se você vai ou não praticar alguma atividade de esforço físico neste período.
Acho que ficou claro, não é mesmo? É mais inteligente utilizar os carboidratos em períodos que antecedem esforços físicos, enquanto controla-se a ingestão deste macronutriente nos períodos fisicamente inativos.

5° – O período mais anabólico do seu dia é depois do treino

Sendo o período depois do treino o mais anabólico, nós precisamos realizar mais síntese de proteínas, se você simplesmente ingerir um caminhão de carne ou wheysem ter criado demanda o suficiente, não haverá possibilidade do seu corpo absorver tudo, e como você já sabe, o que é excesso é estocado. E infelizmente o que é estocado vira gordura.
Quanto maior a intensidade do seu treino, maior a demanda nutricional que será criada, e portanto, maior o capacidade do seu corpo de absorver nutrientes.
É nesse momento que você precisa elaborar as refeições ou a refeição mais nutritiva do dia.
refeição pos treino
Após o treinamento com pesos de alta intensidade você estará com a melhor oportunidade anabólica do dia, portanto, capriche na alimentação nas próximas horas. Esse é um bom momento para consumo de carboidratos, visto que seu corpo precisará deles para repor os estoques de glicogênio e oferecer também uma recuperação eficaz. A proteína também é extremamente importante nesse momento, são elas que serão sintetizadas para recompor e fabricar mais tecido muscular.
6° – Os nutrientes funcionais
Existem muitos micronutrientes que desempenham papéis essenciais e indispensáveis à vida humana. Sendo assim, não podemos encarar a dieta olhando apenas para carboidratos, proteínas e gorduras (macronutrientes).
Esses nutrientes funcionais tem a função de oferecer um ambiente orgânico propício para a manutenção da boa saúde e atuando também na prevenção de doenças.
Exemplos de nutrientes funcionais benéficos para os praticantes de musculação:
Vitamina C – Possui função antioxidante, evitando a destruição celular, combate os radicais livres e estimula elementos do sistema imunológico, desempenha um ótimo papel para atletas. Atividades de alta intensidade enfraquecem o sistema imune e imprimen uma sobrecarga impactante no organismo.
Encontrada em: Frutas cítricas, legumes, verduras.
Vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B6, B7, B12) – Oferta uma melhor adaptação neural (acontece quando aprendemos a recrutar mais fibras musculares), participa de inúmeros processos metabólicos, inclusiva na produção de energia.
Encontradas em: Ovos, cereais integrais, nozes, folhas verdes escuras.
Omega 3 – O Omega 3 não é produzido pelo organismo, é uma grande deficiência da população em geral, pois nossa dieta não fornece quantidades suficientes deste nutriente. Impede a coagulação do sangue, o que indiretamente acaba por prevenir várias doenças, contribui para a saúde do coração. Possui um efeito muito benéfico que é sua propriedade anti-inflamatória e também na recuperação das células musculares.
Como viram, a nutrição vai além de pensar em carboidratos, proteínas e gorduras de forma isolada.
7° – Não fuja da dieta
Um erro que ocorre com 90% das pessoas é não seguir um programa alimentar, entenda uma coisa:
Seu corpo precisa que algo seja repetido inúmeras vezes para começar a produzir resultados, ele precisa de rotina. Se você treinar hoje e só voltar a treinar daqui 2 semanas, seu organismo não vai nem dar bola pra isso e então não irá se adaptar. O raciocínio dentro desse cenário seria: Para que vou me adaptar a algo que essa pessoa faz de vez em nunca?
Por outro lado, se você treinar todos os dias, seu corpo se vê obrigado a evoluir, pois o raciocínio deste novo cenário é: Eu preciso me adaptar urgentemente, a coisa tá ficando complicada se eu me manter assim!
Funciona da mesma forma com a dieta. De nada adianta seguir o melhor planejamento do mundo por 2 ou 3 dias e logo na sequência colocar tudo a perder. Mesmo que você retorne o programa posteriormente, irá começar quase do zero e é por isso que existem milhões de pessoas que tentam melhorar seus corpos há anos e nunca saem do mesmo lugar.
Alimentação Errada
Você já experimentou se manter nas regras por 3 meses sem nenhum deslize? Se a sua resposta é não, lhe apresento aqui a maior razão para sua falta de sucesso. Esteja comprometido com seu objetivo. Se você esta lendo esse artigo é porque de alguma forma está buscando melhorar. Não perca tempo e esforço interrompendo o processo todo hora e aprenda a ser constante.
Organização é fundamental, decore o seu programa alimentar e saiba exatamente o que você deve comer o dia todo. Fazer dieta é de certa forma um sacrifício, insista no começo que logo tudo vai ficando mais natural e mais fácil. E o melhor de tudo é que vale a pena.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Dieta genômica: a dieta feita especialmente para você

 Fabíola Cunha  


Uma das críticas mais comuns a respeito de dietas é que elas são padronizadas e não respeitam as diferenças entre os seres humanos. Pois a dieta genômica propõe justamente a personalização total da alimentação.
Essa estratégia entende que cada organismo lida com os alimentos de formas diferente. Isso tem base nas informações oferecidas pelo material genético de cada pessoa.

O que a dieta propõe?

dieta genômica
Para oferecer um cardápio que promova mudanças, é preciso entender as peculiaridades e necessidades de cada um. Como o corpo de um indivíduo reage à ingestão de carne vermelha e leite pode ser totalmente diferente de outro.
Seja para emagrecer, ganhar massa muscular ou engordar, é preciso entender os genes. Descobrir o perfil genético da pessoa é o primeiro passo.
Claro, essa não é uma dieta que pode ser feita sem o acompanhamento de um médico ou especialista no assunto. Mesmo porque os exames devem ser solicitados de forma detalhada.
Metabolismo, acúmulo de gordura, deficiência de absorção de nutrientes – tudo isso varia de corpo para corpo. Exames de genômica nutricional fornecem informações importantes. Entre elas como o corpo está programado para reagir aos alimentos e também aos exercícios.
Sabendo como o corpo processa proteínas, carboidrato e gorduras, é possível recomendar uma dieta com mais ou menos de cada um desses itens.

Quais são os exames da dieta genômica?

dieta genômica
Os exames para conhecimento do DNA são feitos com a coleta de saliva ou sangue. Duas das opções possíveis no Brasil são o exame Pathway fit e o Genômica Nutricional.
Eles apontam que tipo de exercícios e quais os alimentos mais benéficos para a pessoa. São exames complexos, cujo preço fica na casa dos R$ 2 mil.
O preço pode assustar e, portanto, o tratamento não é indicado para quem quer reduzir apenas alguns quilos na balança. Com o conhecimento sobre como o corpo lida com alimentos e exercícios, a mudança é para sempre.
Os genes podem determinar não apenas quais nutrientes são melhor aproveitados, mas o nível de fome que uma pessoa pode vivenciar.

Ainda é preciso melhorar a estratégia

dieta genômica
Um estudo de 2015 determinou 140 pontos do genoma humano que estão ligados ao excesso de peso. A obesidade não é resultante de um único gene.
Porém, ainda faltam estudos que comprovem a eficácia dessa abordagem. A obesidade é reconhecidamente uma doença com múltiplas causas.
Quer saber mais sobre o assunto? Veja nossa matéria sobre como a genética influencia no emagrecimento.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Jejum intermitente – benefícios e como fazer passo a passo


O jejum intermitente não é uma dieta, mas sim uma filosofia alimentar. É uma maneira eficiente para simplificar a alimentação ao mesmo tempo que permite extrair mais benefícios dela.
Antes de qualquer coisa, saiba que no jejum intermitente você não necessariamente muda o que vai comer e sim quando você vai comer.
E quando você se alimenta pode fazer uma grande diferença, principalmente se o seu objetivo for emagrecer ou queimar gordura com intuito de melhorar a composição corporal.
Esta filosofia alimentar funciona tão bem (e está se tornando cada vez mais famosa) porque requer pouca mudança de hábitos ao mesmo tempo que entrega resultados em pouco tempo.
Isto significa que a maioria das pessoas conseguem se manter no jejum intermitente sem maiores sacrifícios ao mesmo tempo que logo começam a ver mudanças corporais.

Como o jejum intermitente funciona

Para entender como o jejum intermitente funciona primeiro precisamos entender a diferença entre estar em jejum e estar alimentado.
Quando estamos alimentados, nosso corpo está digerindo e absorvendo alimentos. Isto pode durar desde o momento que colocamos o alimento na boca até cinco horas, quando o corpo termina de absorver tudo o que comemos.
Durante este período, é mais difícil para o corpo usar gordura como fonte de energia porque os níveis de insulina estão altos.
Vai demorar cerca de 8 a 12 horas para que corpo absorva completamente uma refeição e todos os processos envolvidos (como a liberação da insulina) voltem a estaca zero.
É por conta disso que vários exames de sangue, como glicemia, pedem justamente 8 a 12 horas de jejum.
Enfim, depois de todo esse processo, nossa insulina vai estar nos níveis mais baixos possíveis, o que facilita o uso de gordura como fonte de energia.
É por isso que jejum intermitente pode funcionar muito bem, especialmente para aqueles que visam queima de gordura.
Na verdade, mesmo que este não seja o seu objetivo, você provavelmente vai notar perda de gordura ao fazer JI.
Além de diminuir os níveis de insulina, o jejum intermitente pode aumentar os níveis de GH no sangue, que é um hormônio conhecido por promover a queima de gordura.
Este aumento no hormônio do crescimento, além de promover queima de gordura, também pode preservar massa muscular e trazer inúmeros outros benefícios (7).
A noradrenalina é um hormônio que aumenta o estado de alerta e atenção em situações de “fuga ou luta” e também é estimulada durante o jejum.
Isto causa vários efeitos no corpo, um delas é sinalizar a liberação de gordura para ser usada como energia.
Em suma, jejum é uma das coisas que mais aumentam o nível de noradrenalina na corrente sanguínea (8,9)

Benefícios do jejum intermitente

Promover um ambiente mais propício para a queima de gordura não é o único benefício do jejum intermitente, existem outras razões para este método estar se tornando cada vez mais popular:

1 – Simplicidade

Jejum intermitente simplifica sua vida porque tira uma parte da preocupação constante com a alimentação.
Pense.
Em uma dieta comum, quando acordamos, a primeira coisa que vem em mente já é a primeira refeição: “o que vamos ingerir”, “como vamos preparar”, “preciso limpar as coisas antes ?”, “estou com preguiça, quero comer porcaria”, etc…
Duas ou três horas depois, a mesma coisa. Tudo de novo.
No jejum intermitente, se sua janela de alimentação é a noite (mais sobre isso a frente), você vai acordar, tomar um copo d’água e vai focar em coisas muito mais importantes do seu dia (do que comida).

2 – JI vai fazer você viver mais

Inúmeros estudos mostram que jejum é uma ótima maneira para prolongar o tempo que passamos neste planeta.
A lógica básica por traz disso é que quando não estamos nos alimentando por um período maior de tempo, como um jejum longo, nosso organismo começa a reciclar tudo o que não é necessário para que você continue vivendo.
Mas quem é que quer ficar em jejum toda hora por causa disso ? Sejamos francos, ninguém gosta de passar fome.
Bem, durante o jejum intermitente você consegue extrair uma parte dos benefícios do jejum, mas sem ficar tanto tempo em jejum ao ponto de morrer de fome.

3 – Jejum intermitente é mais fácil que “fazer dieta”

A razão para a maioria das dietas fracassarem é porque não resistimos a tentação e, eventualmente, saímos da dieta.
Na verdade, isto não ocorre por um problema de nutrição e sim por um problema de hábitos.
Aqui o jejum intermitente brilha porque é muito fácil seguir a partir do momento que você entende que não precisa viver contando no relógio quando é a próxima refeição.

4 – Acelerar o metabolismo

Muitas pessoas ainda acreditam que pular refeições ou ficar um tempo sem comer vai fazer com o que o corpo diminua a velocidade do metabolismo e entre em “modo de emergência”.
Isto realmente vai acontecer, mas apenas se você ficar dias sem se alimentar (e não algumas horas). O corpo não é tão frágil assim.
Inclusive estudos têm mostrado que fazer jejum por períodos curtos pode, na verdade, acelerar o metabolismo (10,11).
O que vai causar maior queima de gordura corporal, em menos tempo.

5 – Menor diminuição no metabolismo do que dietas hipocalóricas comuns

Conforme nos mantemos em uma dieta hipocalórica para queimar gordura, o nosso corpo tende a diminuir gradativamente a velocidade do metabolismo.
O corpo faz isto para tentar manter o equilíbrio e fazer você segurar o peso corporal mesmo comendo menos, como se fosse uma forma de proteção.
Todas as dietas hipocalóricas, com o tempo, vão causar alguma queda na velocidade do metabolismo – é normal.
Mas um estudo (12) sugere que o jejum intermitente causa uma queda menor do metabolismo, o que potencialmente pode diminuir a estagnação na perda de gordura com o tempo.

6 – Redução na perda de massa muscular

Um dos maiores problemas em uma dieta para queima de gordura é a perda de massa muscular que vai ocorrer simultaneamente.
Alguns estudos (13,14) sugerem que a mudança hormonal causada pelo jejum intermitente pode, também, preservar mais massa muscular.
Uma revisão feita em 2011 (15) também mostrou que o jejum intermitente foi mais efetivo em reter massa muscular que uma dieta de restrição calórica comum.

Como fazer o jejum intermitente passo a passo

Existem vários métodos para fazer jejum intermitente. Todos eles, obviamente, envolvem fazer alguma forma de jejum alternando com períodos onde você pode se alimentar.
Veja os métodos mais comuns usados por quem faz jejum intermitente:

1 – Método 16/8 (o melhor para quem treina)

Neste método de jejum intermitente, ficamos em jejum 16 horas por dia seguido de uma janela de 8 horas para nos alimentar.
É o estilo mais usado por quem treina. Inclusive, o criador do método 16/8 é Martin Berkhan, um consultor de nutrição que trabalha principalmente com pessoas que fazem musculação.
Pessoas que usam este método e treinam, costumam sincronizar a janela de refeição para que você possa treinar alimentado.
Por exemplo, imagine que você treine às 11h da manhã. Então os horários com jejum intermitente ficariam algo parecido com isto:
  • 9h inicio da janela de 8 horas de alimentação. Refeição pré-treino
  • 11h-12h treino
  • 12h-12h30m refeição pós-treino
  • 15h terceira refeição
  • 17h última refeição antes do jejum
  • Jejum de 16h até as 9h do dia seguinte. Repete.
Se você treina e vai usar o método 16/8 é extremamente indicado que você leia o livro do Andy Morgan a respeito do Jejum Intermitente. No livro você aprende passo a passo como montar a sua dieta com o jejum, como calcular os macronutrientes que precisa ingerir, como ajustar a dieta conforme for evoluindo na academia e como extrair o máximo da estratégia. É como se fosse um guia “mastigadinho” de como seguir o jejum intermitente para quem treina, feito por um treinador que só usa essa estratégia em seus clientes.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Entenda o que é e como funciona a Dieta do HCG



O  médico britânico Dr. Simeons, criou em 1954 um novo método para fazer dieta. Ele combinou uma dieta de 500 kcal por dia, com injeções diárias de hormônio da gravidez Gonadotrofina Coriônica Humana (HCG) (125 UI i.m.).

Entendendo o que é o HCG

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A Gonadotrofina Coriônica (HCG) é uma glicoproteína hormonal produzida pelas células trofoblásticas sinciciais (células que formam a placenta). É o único hormônio exclusivo da gravidez, conferindo  diagnóstico de gestação. Possui a função de manter o corpo lúteo no ovário durante o primeiro trimestre de gestação, estrutura essencial à manutenção da gravidez. Esse hormônio é detectado no sangue em torno de 11 dias após a concepção ou, é detectado na urina em torno de 12-14 dias após a concepção.
O HCG sinaliza ao hipotálamo (região do cérebro que afeta o metabolismo) para mobilizar reservas de gordura. Na gravidez, isso ajuda a trazer nutrientes para a placenta, gerando ao feto a energia para crescer.

Indicações para o uso
O HCG pode ser usado, mas com indicações. A forma injetável de HCG, vendida com receita médica, é aprovada, como tratamento da infertilidade (na mulher), criptorquidismo, hipogonadismo hipogonadotrófico e puberdade tardia (no homem e crianças).

A Dieta
A dieta de HCG combina injeções diárias do hormônio e uma dieta  500 calorias/dia.
Normalmente, a dieta dura aproximadamente 30 dias. Nos 2 primeiros dias da injeção você pode comer normalmente, após a 3ª injeção, você deve aderir à dieta de 500 Kcal. Açúcares, frutas com alto índice glicêmico, alimentos processados e amidos são proibidos.

O hormônio funciona?
A aplicação do HCG é apenas uma ilusão com intuito de criar um estímulo em pessoas que estão fazendo uma dieta tão restritiva.
O emagrecimento acontece, não pela aplicação de HCG, mas sim  por conta de uma dieta de apenas 500 calorias. É óbvio que alguém ingerindo apenas 500 calorias durante 30 ou 40 dias irá emagrecer.
Além disso, a restrição calórica pode provocar anemia, perda de massa muscular e até mesmo desnutrição. Esses problemas podem aparecer em qualquer dieta restritiva, quando não há acompanhamento de um profissional  ou falta de suplementação de vitaminas e  minerais.

Recomendações
Por isso, quem quer emagrecer e manter o peso de uma forma saudável, não deve acreditar em soluções rápidas e milagrosas. As pessoas buscam fórmulas mágicas e frequentemente, surgem dietas da moda com essa proposta, mas isso não existe. O caminho continua o mesmo: reeducação alimentar e atividade física adequada.

Referências Bibliográficas
HOHL, ALEXANDRE. A volta da perigosa dieta do hormônio da gravidez. Revista Veja. São Paulo, 2015.
LOBO, Frederico. O mito da dieta hCG e porque os endocrinologistas do mundo todo desaprovam. Dezembro, 2015.
LOBO, Frederico. Controvérsias dentro da Ortomolecular por Dr. Frederico Lobo. Maio, 2015.
RABE, T. et al. Risk-benefit analysis of a hCG-500 kcal reducing diet (cura romana) in females. Geburtshilfe und Frauenheilkunde, v. 47, n. 5, 1987, p. 297-307.


Sempre que for iniciar uma rotina de treinamento, consulte um Educador Físico. Sempre que for fazer uso de suplementos alimentares, procure a recomendação de um Nutricionista. 


Post Dicas de Treino http://www.dicasdetreino.com.br/#ixzz4L17ES6Kh 
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terça-feira, 26 de julho de 2016

O que emagrece mais, DIETA ou EXERCÍCIO?


dieta_ou_exercicioPesquisa publicada no periódico “Obesity Reviews” analisou os resultados de 15 trabalhos. Todos mediram o efeito de atividades físicas, como caminhada ou corrida, em pessoas que não fizeram mudanças na dieta. Para quem superestima os exercícios físicos, as conclusões são desanimadoras. Na maioria dos estudos (que envolveram 657 pessoas e duraram de três a 64 semanas), a eliminação de peso foi menor do que a esperada, apenas dois ou três quilos.
Realmente, quando o assunto é agilizar o emagrecimento, a alimentação leva vantagem. Isso é pura matemática! A conta é simples: para eliminar 1 quilo de gordura corporal é necessário gastar cerca de 7 mil calorias, o que só é conseguido com um treinamento intenso com duração de, em média, 14 horas.
Ou seja, concorda que é mais fácil não consumir em fração de segundos cinco biscoitos recheados com cerca de 400 calorias fechando a boca do que eliminá-las em 1 hora de corrida?
Uma pessoa com sobrepeso pode consumir mais de 3.000 calorias por dia e um obeso chega a 5.000. Não tem como compensar isso com exercício! Tem que reduzir pelo menos 40% da ingestão de alimentos, pois é muito mais fácil cortar calorias do que gastar.
Vale ressaltar que o gasto de energia resultante do exercício não é o mesmo para todo mundo, varia segundo o condicionamento físico e as características pessoais (altura, peso, idade).
Talvez um dos fatores para que não ocorra um emagrecimento relevante para quem faz somente exercício, é que a pessoa pode acabar compensando a eliminação de calorias comendo mais. Isso aconteceu em pelo menos dois artigos analisados.
É comum as pessoas superestimarem os efeitos da atividade física. As pessoas têm uma noção errada de que se fazem exercícios, podem comer o que quiserem. Se você fizer uma hora de atividade e depois tomar uma cervejinha, já recuperou as calorias eliminadas. Uma hora de caminhada por dia muda indicadores de saúde, mas não necessariamente faz emagrecer.
Para gastar 500 calorias (meta diária de quem quer perder meio quilo por semana) é preciso fazer uma hora de atividade de alto impacto, como uma aula de spinning. O esforço pode ir embora com dois pedaços de pizza.
O maior problema da obesidade é o sedentarismo. A alimentação tornou-se importante porque hoje, o gasto calórico médio da população é ínfimo. Dietas sem atividade física são insustentáveis e, em longo prazo, acabam em efeito sanfona.
Diversos estudos indicam que fazer DIETA ENGORDA! O ideal é fazer reeducação alimentar. Quando você faz só a restrição alimentar, tem que comer cada vez menos para continuar eliminando peso.
Com o emagrecimento, o metabolismo vai ficando mais lento, porque fazendo somente dieta a pessoa elimina, além de gordura, massa muscular.
Mais importante do que eliminar peso é mudar a composição corporal. Emagrecer é diminuir a quantidade de gordura corporal, não só eliminar quilos. Quem treina pode até ganhar uns quilos porque há um ganho de músculo, que é mais pesado que a gordura.
Lembre-se que os ganhos da atividade física para a saúde, são mais importantes do que a diminuição de um número no manequim.
Não existe alimentação que faça você ter o ganho de saúde cardiovascular, que o exercício traz. Dois estudos publicados em setembro comprovaram que o condicionamento físico conta mais que o peso para a saúde cardiovascular. Uma das pesquisas analisou dados de 43 mil americanos e descobriu que os obesos ativos tinham um menor risco de morte e indicadores de saúde semelhantes aos de pessoas magras. O trabalho foi publicado no “European Heart Journal”.
Portanto, combinar reeducação alimentar com exercícios físicos é a forma mais saudável de emagrecer. Mas se você ainda não se convenceu, vamos aos números: para eliminar 1 quilo por semana apenas com dieta é necessário cortar cerca de 1000 calorias por dia da alimentação. Agora, se a opção for fazer exercícios, você vai ter que gastar 1000 calorias a mais por dia.
No entanto, se você aliar as duas formas de eliminar calorias, você poderá comer um pouco mais e suar um pouco menos.

Para emagrecer não há milagres, nem fórmulas mágicas, nem segredos.
Tem que consumir menos e gastar mais.



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