Mostrando postagens com marcador FISIOLOGIA MUSCULAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FISIOLOGIA MUSCULAR. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

5 cuidados que devem ser tomados nos Treinos para evitar dores nos Joelhos


dores-nos-joelhosUm dos problemas mais recorrentes em quem pratica exercícios periodicamente, são as lesões que se acumulam a cada recuperação mal feita dos tecidos que não foram reabilitados de maneira efetiva. Uma dorzinha alí, um desconforto ou um mal jeito que incomoda o dia a dia, são mais comuns do que se imagina e podem ser facilmente evitados.
Para os esportistas, o joelho é a parte do corpo que mais dá dor de cabeça (perdoem o trocadilho). Para se evitar lesões é preciso saber e entender como elas ocorrem no nosso corpo, a maioria das vezes, silenciosamente. Por conta disso, seguem 5 cuidados que devem ser tomados nos treinos para se evitar as dores nos joelhos pós exercícios.

1. Desequilíbrio entre anterior e posterior da coxa – o equilíbrio das forças é essencial para a integridade física dos joelhos. A falta de exercícios específicos (flexões de joelho, stiff…) aliada à classificação errônea de alguns exercícios como sendo de posterior (agachamento sumô, leg press com pé para cima), leva a um trabalho deficiente dos músculos posteriores, agravando o desequilíbrio;
2. Excesso de atividades – é comum das pessoas acabar se envolvendo em muitas atividades (corridas, ginásticas, spinning, musculação…). Além disso prejudicar os resultados, diversos autores defendem que o excesso de uso é um dos principais causadores das dores patelofemorais.
3. Abusar da cadeira extensora – a cadeira extensora promove elevados picos de tensão no ligamento cruzado anterior e também de compressão patelofemoral. Use-a com moderação.
4. Execução inadequada – é comum que mulheres elevem os calcanhares ao final da fase excêntrica de exercícios como leg press e agachamento, aumentando a tensão no ligamento cruzado anterior. Normalmente esse fenômeno ocorre devido a um encurtamento da musculatura da panturrilha. A correção virá com a melhora da flexibilidade, por meio de treinos específicos de alongamentos e/ou trabalhos progressivos no próprio exercício. Valgo dinâmico (joelhos irem para dentro) é outro problema conhecido.
5. Frequência alta de treino – às vezes vemos pessoas treinando membros inferiores duas, três , ou até todos os dias da semana. Pior ainda é a separação de anterior, posterior e glúteo. No dia de anterior tem cadeira extensora, no de posterior tem variações de leg press, e no dia de glúteo se faz avanço… Em todos esses exercícios há extensão de joelhos e o quadríceps é motor primário de todos eles. Isso acaba resultando em uma péssima relação de estímulo: recuperação e sobrecarga excessiva na patela e ligamentos.

Sempre que sentir alguma dor é muito importante a consulta com um médico e/ou especialista.

Evite lesões, joelhos não são brincadeiras!


Sempre que for iniciar uma rotina de treinamento, consulte um Educador Físico. Sempre que for fazer uso de suplementos alimentares, procure a recomendação de um Nutricionista.


Post Dicas de Treino http://www.dicasdetreino.com.br/#ixzz4NMoYVb1F 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Entenda como a Memória Muscular pode ajudar quem está a um certo tempo sem Treinar!


Memória Muscular HipertrofiaO árduo processo de ganho de massa muscular requer treino intenso dentro de uma perfeita regularidade, uma enorme disciplina dietética e claro todo descanso possível para que o processo aconteça de forma ótima. Mas a vida é uma caixinha de surpresas!
E de repente, você foi obrigado a interromper seus treinos e com isso naturalmente você entra num processo de perda de massa muscular por ATROFIA dos músculos que tanto sofreu para desenvolver! Muita crueldade, não é? Entretanto, graças aos céus, nem tudo está perdido! Vem comigo…

Hipertrofia x Atrofia


Um dado que não custa lembrar é que hipertrofia muscular significa basicamente sintetizar (construir) as proteínas contráteis (actina e miosina) dentro das células musculares (os miócitos). Este processo de síntese proteica é comandado pelo núcleo dos miócitos e o treinamento intenso e contínuo estimula a formação de novos núcleos e quanto mais núcleos um miócito tiver maior a capacidade deste em sintetizar as proteínas contráteis e por consequência aumentando o volume do músculo. GUARDEM ESSA INFORMAÇÃO!
Nosso corpo tende a trabalhar sempre em ritmo de economia e manter uma grande massa muscular requer um consumo enorme de energia, assim quando interrompemos o treinamento por um longo período o processo de atrofia se inicia naturalmente. Tal atrofia pode ser ainda mais acelerada em casos de imobilização por algum tipo de trauma.

Memória Muscular


Durante muito tempo acreditou-se que a atrofia muscular por desuso era causada pela perda (morte) das células musculares (miócitos) que não eram “necessárias”.
A boa notícia é que os estudos mostram que não há morte de miócitos e sim APENAS uma redução da quantidade das proteínas contráteis! Ok Prof. Eder e onde é a boa notícia nisso?!?!? A boa notícia é que os NÚCLEOS agregados pelo estímulo do treinamento PERMANECEM INTACTOS dentro dos músculos mesmo atrofiados! Essa preservação dos núcleos dentro dos miócitos é que facilitam E MUITO o retorno ao volume muscular que se tinha anteriormente. POR QUE?? Vocês guardaram a informação ali de cima que eu disse para guardar?
Ao se retomar o treinamento, o longo e doloroso processo de formação de núcleos não é necessário. Dessa forma, temos a sensação de que os músculos “se lembram” de como eram antes da interrupção dos treinos e voltam ao seu tamanho anterior mais rapidamente por termos mais núcleos para sintetizar novamente as proteínas contráteis perdidas!
RESUMO DA ÓPERA: A recuperação do volume muscular é mais rápida nas pessoas treinadas, mas só até o volume que se tinha anteriormente. Uma vez atingido esse volume o processo de hipertrofia volta ao ritmo normal de cada um!



Post Dicas de Treino http://www.dicasdetreino.com.br/page/2/#ixzz4FXwa0Wl1 
Informamos que a cópia e distribuição desse texto é Proibida de acordo com Creative Commons License - Copyright © 2015 Dicas de Treino - Todos os direitos reservados. 
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Bulking e Cutting: Conheça algumas dicas a respeito

Conheça a diferença entre o que é o bulking e o que é o cutting e aprenda algumas dicas para se usar em cada uma destas fases.

O processo de ganho de massa muscular e, adiante o de lapidação muscular, envolvendo também a perda de gordura corpórea são essenciais para construir um bom físico na medida em que, desta forma, possibilitamos um crescimento adequado ao corpo, que, diga-se de passagem é algo que leva tempo e, depois poderemos pouco a pouco ir corrigindo nossos pontos falhos, assimetrias e outros no tempo em que fazemos a densidade muscular se tornar mais evidente, reduzindo os níveis de gordura corpórea (em especial subcutânea, que tanto prejudicam a aparência muscular). Estas duas fases da musculação são conhecidas como bulking e cutting.
Entenda melhor a diferença entra o bulking e o cutting
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não necessariamente há necessidade de iniciar o processo com o bulking. A realidade é que sim, 80% dos indivíduos assim deveriam fazer, por mais que seu percentual de gordura corpórea não seja dos mais baixos. Porém, em alguns casos, principalmente de obesidade Grau III, a necessidade de perder peso, propriamente dito é primordial e deve ser primariamente levada em consideração.
Apesar de, para ganhos efetivos, não podermos fazer ambas as fases simultaneamente, visto que, para o bulking (ganho muscular) há necessidade de supercompensações (energia, proteínas etc) e para o cutting (redução do percentual de gordura corpórea) há necessidade de déficit energético. De qualquer forma, para que busquemos um cutting descente, devemos preservar os níveis de massa muscular magra e, para o ganho dela, devemos tomar cuidado com o possível ganho de gordura. Assim, na realidade, apesar de evidentemente ocorrerem em fases distintas, elas possuem uma ligação.
Mas, vamos dar uma definição básica a cada conceito:

O que é Bulking?

Período de ganho de massa muscular magra. Aqui, o ganho de gordura corpórea é inevitável, mas deve ser mantido o menor possível (em torno de 10-18% para um bom bulking). A dieta é hipercalórica, os aeróbios são moderados e, devemos ter em mente que o treino é o mais simples possível e, claro, pouco volumoso. É essencial nessa fase que se insiram alimentos que você gosta para não sofrer demais com a falta deles na fase de redução do percentual de gordura.

O que é Cutting?

Período de definição muscular. O indivíduo deverá eliminar o máximo da camada adiposa e, em casos de competição água subcutânea possível. A dieta é hipocalórica, os aeróbios ficam um pouco mais presentes e o treino pode aumentar um pouco de volume. Não adianta entrar em uma dieta de cutting quando se possui pouca massa muscular, apenas para eliminar aquela ou aquela outra gordura localizada. Isso fará com que seu metabolismo fique ainda mais lento e acabe consumindo massa muscular magra.
Agora vamos entender mais detalhadamente cada fase:
Ambas as fases são processos complicados e que requerem uma boa sinergia entre dieta, treino, descanso, uso ou não de suplementos alimentares, periodização e etc. Não há regra e o indivíduo deve saber onde iniciar por si mesmo e, tendo sempre a franqueza consigo. Essa franqueza pode ser conquistada, por exemplo, usando o espelho como a principal diretriz. A dica básica é que se inicie por um bulking (leia-se dieta para aumento de peso magro e não simplesmente os “junkies off” ou “off porcão” como costumam chamar onde se come desregradamente, ocasionando muita gordura corpórea – ou simplesmente usando como desculpa para não fazer um offseason descente e também não se sentirem culpados -), pois desta forma, fica fácil eliminar a gordura corpórea depois com um corpo que possui mais massa magra e, consequentemente um melhor metabolismo no geral, gastando mais energia para seu funcionamento. O processo de ganho muscular é conveniente para a maioria dos indivíduos, pois, normalmente eles não estão muito acima de seu percentual de gordura, podendo dessa forma, aumentar a queima do pouco excesso através da aceleração metabólica natural (relação massa muscular X gordura corpórea). Já indivíduos magros, obviamente, não tem o que cortar, logo, o caminho é mesmo o ganho de massa muscular.

Fase de bulking

Normalmente na fase de bulking utilizamos métodos simples, mas, abrimos algumas exceções para auxiliar no aprendizado com o corpo e não acabar por errar nas fases finais do shapeamento. Exercícios básicos, entretanto, são os mais bem-vindos, entre eles, podemos destacar os supinos e variações, as remadas e barras fixas, os desenvolvimentos de ombro, encolhimentos, levantamentos terra e, claro, o papai agachamento livre. Todos esses exercícios possibilitam uma ótima estruturação do corpo e o ganho geral.

Já nos protocolos dietéticos, optamos por dar mais liberdade ao corpo a fim de fornecer nutrientes fundamentais para seu desenvolvimento e, claro, uma gama maior deles. Os índices glicêmicos (apesar do conceito ser ultrapassado) não necessitam de tanta atenção nessa fase, mas, o valor biológico e os PDCAAs protéicos sim, contam e, muito. A adição de lipídios é fundamental pelos aspetos metabólicos e também por serem fontes densas de energia. A hidratação e consumo de sais minerais deve receber atenção redobrada, visto que, muitos evitam minerais como o sódio, sendo que ele é um dos principais envolvidos na contração muscular e, por conseguinte tem haver com ganhos TAMBÉM.
Dentre as principais escolhas, também devem conter as que possuem alta densidade energética. Isso porque, normalmente no bulking é comum as pessoas se sentirem lotadas, empanturradas, muitas vezes, inclusive, passando mal impossibilitando assim de fazer uma nova refeição. Para isso, alimentos de alta densidade energética, farão com que você consuma um alto teor calórico com uma baixa ingestão física de comida sólida. Hipercalóricos podem entrar, desde que, sejam de boa qualidade. Alimentos não usuais na dieta como sorvetes e hambúrguer podem entrar, desde que com certa moderação na dieta, algumas vezes na semana ou a depender do impacto que isso gere em seu organismo.
A suplementação, normalmente não foge de proteínas, algum carboidrato, tal qual o Waxy Maize, Vitargo ou até mesmo a Maltodextrina, alguns aminoácidos de peptídeos e ácidos graxos essenciais, como o ômega-3. Alguns ergogênicos como os pre-treinos, ou até o Glicerol antes e/ou após os treinos pode auxiliar, principalmente no que se diz respeito ao controle hídrico, contando também com a melhora na absorção de creatina.
Foto do antes e depois de uma pessoa em bulking e cutting

Fase de cutting

Já na fase de cutting (redução do % de gordura, mais precisamente), optamos por protocolos já testados e aprovados por nossa individualidade. Esse não é o momento mais correto para se testar coisas novas.
No que se diz referente ao treinamento, pasme, ele pouco muda. Deve continuar ser o mais intenso possível. Lembro-me, por exemplo, do cutting de Dexter Jackson para o Arnold Classic e, sendo naquele dia de dorsais assessorado por Charles Glass, o técnico comenta que, ele estava erguendo o MESMO peso após já estar há um bom tempo na dieta, ou seja, provando que a nutrição adequada é fundamental para garantir essa performance. O que muda, geralmente, nesses treinos, é a especificidade dos pontos fracos, necessitando de um ou outro exercício isolador para valorizar determinada parte, região ou grupamento. Esses exercícios são normalmente isoladores como roscas na Scott Machine, para valorizar o pico dos bíceps, tríceps francês unilateral para a cabeça lateral do tríceps, crucifixos em diferentes ângulos para os peitorais e etc.
A dieta, como dita, mudará no sentido SIM de ser mais restrita, entretanto, deve-se tomar cuidado para não a restringir demais e acabar por cometer o erro de ter uma queda de performance no treinamento e/ou pouco a pouco ir consumindo a massa muscular.
O primeiro fator a se observar é a quantidade de déficit energético. Por conseguinte, os teores proteicos da dieta. Garanta pelo menos 25-30% de lipídios na dieta e, por fim, complete o que for necessário com carboidratos (que não devem ser retirados por completo). O sódio continua sendo essencial. Verdade seja dita: Seu excesso fará sim mal, muito mal tanto para a saúde, quando à estética. Entretanto, não há quaisquer fundamentos que possam proibir ou restringir o sal, a não ser questões médicas.
A suplementação nesse caso, pode conter desde suplementos básicos como as proteínas (whey protein, caseína, albumina) até algum ergogênico, como termogênicos e etc. Entretanto, antes do uso de quaisquer tipos de termogênicos, deve-se conhecer precisamente as necessidades nutricionais dos indivíduos afim de fazê-lo da forma mais específica possível. O uso de ômega-3 é muito importante: Além de ele ser de eicosanoides antiinflamatórios, ele é termogênico e auxilia na não aderência à gordura corpórea geral. Porém, esse Ômega-3 não deve advir do óleo de linhaça, por exemplo, o qual produzirá um ácido graxo denominado ALA. Porém, ALA não possui lá grande efetividade sendo que os que realmente possuem são, por exemplo o DHA e, principalmente o EPA. Procure fornecer SEMPRE óleos de peixe, por exemplo.
Por falar em peixe, ele também pode ser viável na medida em que, seu perfil lipídico. Peixes gordos e/ou do norte dos do planeta, são as melhores opções, porém deve-se ter certo grau de cuidado no que se diz respeito a ingestão calórica, pois, alguns desses peixes são extremamente caros.
Conclusão:
O bulking e o cutting são processos inevitáveis a ser passados para a construção de um bom corpo. Desta forma, é importantíssimo não só conhecermos os aspectos que os regem, mas, principalmente, nos conhecer e saber como e quais deles podem ou devem fazer parte em nossa rotina e, claro, da maneira que nos convir.
Para tanto, jamais desconsidere o apoio de profissionais devidamente qualificados.
Bons Treinos!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Reduza a fadiga muscular e melhore o desempenho com ajuda de 'pré-treino'

Estabelecer estratégias nutricionais a fim de manter o equilíbrio através da ação de proteínas e aminoácidos é fundamental para retardar o cansaço

Por Rio de Janeiro
Suplemento Multivitamínico euatleta (Foto: Getty Images)Suplemento pode evitar fadiga (Foto: Getty Images)
A incapacidade da execução do exercício e o déficit na manutenção da tensão muscular chamam-se fadiga muscular, e suas causas são multifatoriais. No exercício de alta intensidade, a fadiga muscular está relacionada à acidose intramuscular, com aumento da concentração de íons H+. O acúmulo delactato e a acidez nos músculos afetam negativamente a performance, levando à fadiga muscular.
É fundamental estabelecer estratégias nutricionais para manter o equilíbrio ácido-base e fazer um “tamponamento” no meio intramuscular através da ação de proteínas e aminoácidos.
Existe um aminoácido não proteogênico, a carnosina (B-alanil-L-histidina), que está presente em grande quantidade no músculo esquelético. Ele possui ação tamponante, que evita a queda no ph. O músculo esquelético possui a capacidade de sintetizar carnosina a partir dos aminoácidos L-histidina e B-alanina.
A Beta alanina destaca-se como suplemento ergogênico, e diversos estudos correlacionam a sua suplementação com o aumento da concentração da carnosina intramuscular e a melhora nodesempenho. Ela é comercializada sozinha e em suplementos denominados “pré-treinos”, nos quais é associada a outros nutrientes como cafeína, BCAA, creatina, taurina e outros.

A
 Beta Alanina deve ser utilizada no período de quatro a doze semanas antes de uma competição, com o objetivo de aumentar a remoção do lactato muscular, melhorar a recuperação e retardar a fadiga muscular. No entanto, ainda é preciso mais estudos para determinar doses e período para ser utilizada de forma segura e eficaz.A dose ingerida está diretamente relacionada com a quantidade de carnosina intramuscular, e estudos mostram que a tolerância máxima em dose única seria de 10 mg\Kg peso corporal. Em estudos científicos, o efeito colateral observado é parestesia\ formigamento, quando ministradas doses acima da recomendação e não fracionadas. A estratégia para evitar o formigamento é fracionar a dose em três (manhã, tarde e noite), com intervalos de pelo menos três horas.