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quinta-feira, 3 de março de 2016

MUSCULAÇÃO: HIPERTROFIA E CAPACIDADES FUNCIONAIS

Nestes novos tempos em que a musculação tornou-se finalmente reconhecida como a mais completa forma de preparação física, em que a ciência não deixa mais dúvidas quanto à sua eficácia e segurança, ainda surgem no meio aqueles que eu chamaria de “falsos profetas”, os famosos “chutadores”. A rigor, eles sempre existiram, alguns até gozaram de fama temporária, mas não passaram para a história, não foram grandes, porque suas propostas eram carentes de conteúdo sério, sem experiência, sem ciência e sem resultados.
O treinamento resistido, desde sempre seguro e eficiente, torna‑se até perigoso, e com resultados no mínimo questionáveis, com o advento destas “novidades” do tipo “Treinamento Funcional”, ou “Hipertrofia Funcional” e apelações do gênero, que apregoam “resultados”, como se antes estes não existissem.
O que vemos por aí, como sendo a última palavra em treinamento, não é outra coisa senão invencionices de marqueteiros, indivíduos sem seriedade, ou conhecimento mais aprofundado do treinamento resistido, da sua história e dos estudos científicos atuais.
Uma grande confusão é armada quando se trata de focar o treinamento de força objetivando desenvolver qualidades de aptidão física (funcionais), para as mais diversas atividades, sejam recreativas, laborais, desportivas, ou para a melhora da qualidade de vida dos cidadãos. Tentam fazer parecer que quem treina para a hipertrofia dos músculos com métodos convencionais não recebe nenhum outro benefício salvo a mudança da composição corporal em função do aumento da massa muscular.
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O aumento do tamanho dos músculos sempre se faz acompanhar do aperfeiçoamento das suas capacidades de coordenação neuro‑muscular, contrátil e metabólica. Mesmo a função cardiovascular é aprimorada nos aspectos que dizem respeito aos esforços de alta intensidade. Portanto, desenvolvendo paralelamente várias qualidades de aptidão física, notadamente a força e a resistência anaeróbia (Muscular Localizada), aprimorando igualmente diversas variantes de potência. O produto final de um indivíduo treinado com pesos, mesmo que o objetivo seja apenas a hipertrofia, é de uma pessoa preparada para quaisquer situações, onde a força, a resistência, agilidade e flexibilidade sejam necessárias.
Mas não se deve confundir o aprimoramento da técnica, da destreza e de habilidades específicas para determinados esportes ou ações físicas. Estas serão desenvolvidas na prática da atividade escolhida, dependentes, em grande parte, das condições impostas geneticamente a cada indivíduo.
Nas pesquisas científicas realizadas em todo o mundo com o treinamento resistido e que documentam os benefícios da atividade, foram utilizados sistemas e equipamentos tradicionais de treinamento. Também os grandes campeões de bodybuilding e dos esportes de força em geral utilizam, em sua grande maioria, métodos e sistemas de treinamento convencionais, consagrados pela experimentação prática de décadas.
É preciso não esquecer que o conhecimento atual se deve, em sua maior parte, a fracassos e sucessos daqueles que há muito tempo também treinaram para obter músculos e força. Portanto, se você quiser aprimorar as capacidades de desempenho do seu organismo (ou funcionais), e ao mesmo tempo conferir ao corpo músculos firmes e sólidos, não é necessário correr riscos, pagar mais caro, realizar treinos mirabolantes, inusitados, inseguros ou “engraçados”.
Não tenha tanta pressa, planeje, pense, ouça, leia e observe mais, depois faça, com calma, curtindo o momento, porque este é o único tempo que realmente existe. Um treino inteligente funciona e dá resultados sempre, não é necessário ir a um “circo”, onde o palhaço poderá ser você. Cuidado!
 Referências bibliográficas: www.biodelta.com.br

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