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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

LEUCINA E O GANHO DE MASSA MUSCULAR

Aminoácidos são as unidades básicas da composição de uma proteína. Em humanos saudáveis, nove aminoácidos são considerados essenciais, uma vez que não podem ser sintetizados endogenamente e, portanto, devem ser ingeridos por meio da dieta. Dentre os aminoácidos essenciais, estão os três aminoácidos de cadeia ramificada (ACR): leucina, valina e isoleucina.
Embora os três aminoácidos tenham grande importância, estudos tem demonstrado que a leucina é o que apresenta maior ação sobre o tecido muscular. Sua ingestão ativa a proteína alvo da rapamicina em mamíferos (mTOR) promovendo a sinalização para início da síntese proteica. Esse processo pode ser intensificado quando a suplementação de leucina é realizada logo após uma sessão de exercício, uma vez que o consumo de aminoácidos nesse momento irá estimular a hipertrofia celular.
Além disso, a leucina pode exercer papel anabólico indireto por ser capaz de gerar estímulos para a produção de insulina em pessoas normoglicêmicas. Cabe ressaltar que a administração oral de leucina produz ligeiro e transitório aumento na concentração de insulina sérica, que age de modo permissivo para a estimulação da síntese proteica induzida por este aminoácido.

Estudos afirmam que o uso de aproximadamente 45 mg por quilograma de peso corporal no período de pós-treino é capaz de melhorar a performance de atleta, devido ao aumento na sua força. O resultado ergogênico da leucina é observado quando ingerida com outros aminoácidos essenciais ou alimentos fonte destes, pois o efeito anabólico parece depender da presença de outros aminoácidos na circulação, sendo assim é primordial a ingestão dos demais aminoácidos essenciais para que a construção de proteínas musculares ocorra de modo efetivo.
Conclui-se que a leucina além de estar associada com melhorias na composição corporal dos indivíduos, como redução da perda de massa magra em períodos de restrição energética e aumento da massa magra em praticantes de exercícios resistidos, esse aminoácido também pode apresentar correlação com o aumento da síntese proteica durante a recuperação de lesões, reduzindo o desequilíbrio entre o catabolismo e anabolismo do período.

Considerações do Editor:Estas afirmações de cunho científico, carecem de mais estudos para haver um consenso. Sabemos que uma série de fatores concorrem para o ganho de massa muscular, notadamente o exercício, a genética, o estado emocional, passando também pela boa nutrição. Neste caso, hipervalorizar algum nutriente ou alimento em especial, não citando outros fatores que influenciam no estudo, é algo que deve ser discernido.
– Prof. Eugênio Koprowski

Extraído de RGNutri
Fonte:
BALAGE, M.; DARDEVET, D. Long-term effects of leucine supplementation on body composition. Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic
Care, London, v. 13, n. 3, p. 265-270, 2010.
CROWE M. J.; WEATHERSON J. N.; BOWDEN B. F. Effects of dietary leucine supplementation on exercise performance. European Journal of Applied Physiology, Berlin, v. 97, n. 6, p. 664– 672, 2006.
DONATO JR et al. Effects of leucine and phenylalanine supplementation during intermittent periods of food restriction and refeeding in adult rats. Life Sciences. Oxford, v. 81, n. 1, p. 31-9, 2007.
NELSON, A. et al. A protein-leucine supplement increases branched-chain amino acid and nitrogen turnover but not performance. Medicine and Science in Sports and Exercise, Madison, v. 44, n. 1, p. 57-68, 2012.
NICASTRO, H. et al. An overview of the therapeutic effects of leucine supplementation on skeletal muscle under atrophic conditions. Amino
Acids, Wien, v. 40, n. 2, p. 287-300, 2011

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